segunda-feira, 1 de julho de 2019

‘É preciso combater as fake news, especialmente aquelas que originam de órgãos de imprensa’, diz ex-procurador da Lava Jato


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O procurador aposentado, antigo decano da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima apontou a necessidade de se responsabilizar a velha imprensa pela divulgação de notícias falsas, desinformação e dados de origem criminosa. Lima disse: “É preciso combater as fake news, especialmente aquelas que originam de órgãos de imprensa. Usar material de origem criminosa, sem garantia de autenticidade e ainda manipular os textos para se adequar ao desejo do jornal é uma das causas do descrédito da imprensa. Se querem ser 'curadores' dos fatos, é preciso parar de agir da mesma forma que aqueles que veiculam desinformação”.



Ouça: 


Carlos Fernando dos Santos Lima citou o procurador Hélio Telho, que, em entrevista, afirmou: “Sobre a publicação dos fragmentos de diálogos atribuídos a procuradores e ao juiz da Lava-Jato, em primeiro lugar, houve violação criminosa de conversas privadas. Em segundo lugar, não há nenhuma garantia de que esses diálogos são autênticos e que não sofreram qualquer adulteração, supressão, enxerto ou edição, em algum momento, seja por quem acessou indevidamente as contas do Telegram, seja por quem os repassou ao site que os divulgou, seja pela própria editoria do site, exceto a palavra dos jornalistas que assinam as matérias. Em terceiro lugar, as divulgações de trechos pinçados aleatoriamente, fora do seu contexto original, permitem manipulações do real sentido do que foi dito, deturpando o que foi de fato falado, conduzindo a conclusões divorciadas da verdade. Ou seja, não é informação, é desinformação. Veja essa desinformação de que Moro mandava nos procuradores. Isso é uma mentira deslavada. Pinçaram um trecho de diálogos e publicaram fora de todo o contexto, o que conduziu a uma conclusão falsa. Aliás, esse episódio está cheio de desinformação graças ao mau vezo de se pinçar trechos e publicar frases fora do contexto, apenas para render escândalo e com isso atrair audiência ou atender a interesses, sem preocupação com a apuração dos fatos e a investigação das circunstâncias”.

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