segunda-feira, 11 de março de 2019

Raquel Dodge arquiva pedido de suspeição de Gilmar Mendes feito pela Lava Jato


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, arquivou o pedido feito pela força-tarefa da Lava Jato para que ela tomasse providências sobre elementos que indicavam a suspeição do ministro Gilmar Mendes, do STF, em casos envolvendo o ex-ministro Aloysio Nunes e o operador do PSDB, Paulo Preto. 


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Na petição feita pela Lava Jato, os procuradores afirmam que as provas colhidas na 60ª fase da operação “indicam que a imparcialidade que se espera do E. Ministro para atuar no caso pode não estar presente, em virtude de sua proximidade com os investigados, especialmente Aloysio Nunes Ferreira Filho”. Entre as provas juntadas, há registros de telefonemas entre o ministro Gilmar Mendes e Aloysio Nunes, e mensagens enviadas por Aloysio Nunes a outros, confirmando que conversou com Mendes após Paulo Preto pedir um habeas corpus ao ministro. 

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A procuradora-geral, no entanto, não viu elementos de prova de “amizade íntima” entre Gilmar Mendes e Aloysio Nunes. Dodge afirma que os fatos narrados pela Lava Jato “chamam a atenção pela ousadia do investigado”, mas entende que “no caso dos autos, as evidências materiais narradas na representação não indicam amizade íntima que possa justificar, sob o critério jurídico-processual, arguir a exceção de suspeição do Relator, inclusive porque ele, diante do esclarecimento dos fatos pela Juíza da causa, revogou sua liminar e permitiu o curso regular da ação penal que resultou em condenação a pena elevada”.

Segundo o site O Antagonista, o jurista Modesto Carvalhosa, que prepara um pedido de impeachment do ministro do Supremo, ficou surpreso ao saber que a procuradora-geral entendeu que não havia provas da proximidade entre Gilmar Mendes e Aloysio Nunes. Carvalhosa disse: “Deve ser medo. Só isso explica. É o temor de mexer com alguém inimputável. Seria a primeira vez no Brasil que poderia se afastar um ministro do Supremo Tribunal Federal. A nação brasileira inteirinha sabe que o Gilmar não tem condições morais de permanecer no STF, pelos reiterados abusos que ele cometeu em favor de determinados réus”. 

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Correio do Poder
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