domingo, 24 de fevereiro de 2019

As ditaduras do Foro de São Paulo têm como seu negócio a fome e a miséria dos povos, diz cientista político


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O cientista político Carlos Sanchez Berzaín, diretor do Instituto Interamericano pela Democracia, explica que a conduta do ditador Nicolás Maduro, ao massacrar a população e queimar a ajuda humanitária, é típica do grupo a que pertence. Segundo Berzaín, as ditaduras do Foro de São Paulo têm como seu negócio a fome e a miséria dos povos. 



Ouça: 


Leia o texto de Carlos Sanchez Berzaín: 

As duas primeiras décadas do século 21 na Américas foram marcadas pela irrupção, apogeu e queda das ditaduras resultantes da expansão do castrismo de Cuba com os recursos da Venezuela entregues por Hugo Chávez, o chamado “castrochavismo”. Depois de controlar praticamente toda a região, hoje oprimem Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia, estão em crise e são identificadas como “ditaduras do crime organizado”, que agonizam com mais crime, como Maduro e sua transtornada agressão contra a ajuda humanitária internacional, demonstrando que são criminosos, e que a fome e a miséria dos povos são o seu negócio. 
Historicamente, os 20 anos de castrochavismo nas Américas são um período curto, mas o sofrimento humano, o dano institucional e econômico é longo e extremo. O elemento essencial das ditaduras castrochavistas é a suplantação da política e do político, trocados pelo crime, como “grupo transnacional de crime organizado”. Tudo o que o castrochavismo faz é crime, nada é política. O controle dos estados e das posições políticas que detêm são só uma máscara para a organização criminosa mais importante e sem precedentes que já se viu. 
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A expansão ditatorial iniciada com o roubo da riqueza venezuelana foi reforçada pela corrupção transnacional sem precedentes, promovida e executada pelo “Foro de São Paulo” - outra ferramenta castrista na região -, com Lula, hoje presidiário, com duas condenações penais, que deixou como símbolos a Lava Jato e a construtora Odebrecht, que esconde com seu nome cerca de outras 15 empresas que atuaram em operação de crime organizado. 
Outra fonte de renda do castrochavismo é o narcotráfico, que tem a Venezuela, com Chávez e Maduro, e a Bolívia, com Evo Morales, como narcoestados, além de uma ampla rede de lavagem de dinheiro e ativos. A ditadura cubana está implicada no narcotráfico pelo menos desde a sua comprovada relação com o colombiano Pablo Escobar, hóspede de Fidel Castro, que terminou com o fuzilamento do General Ochoa para ocultar o ditador cubano. 
A instalação, incentivo e apoio do terrorismo internacional para manter ocupados e domesticar a vontade dos governos democráticos, agregando às operações castristas como as FARC, o ELN ou o MRTK, a abertura para grupos terroristas islâmicos nas Américas, é outra das ações criminosas muito lucrativas do castrochavismo, provada pelo uso político dos estados controlados em ações com aparência de novas políticas internacionais, como a criação da “Escola Militar Antiimperialista da ALBA” na Bolívia, com sua declarada inimizade contra o Estado de Israel, e outros. 
A corrupção local, a dos contratos, dos superfaturamentos, das obras que são pagas mas não são realizadas, dos negócios que nascem do controle estatal total da economia, das licenças para devastar florestas e fauna, ou de exploração mineral, das licenças de importação, da extorsão e confisco de meios de comunicação e empresas, os negócios da crise e da miséria por falta de alimentos e de medicamentos, em resumo, os crimes pela ausência do estado de Direito e resultado do poder total nas mãos do castrochavismo, abarcam praticamente todos os crimes conhecidos.
Para não duvidar da natureza criminosa das ditaduras de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia, é preciso acrescentar, ao roubo da riqueza da Venezuela, à corrupção internacional, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro, ao terrorismo internacional e à corrupção local, os crimes contra a liberdade, os direitos humanos e os crimes contra a humanidade. Prisões indevidas, torturas, julgamentos falsificados, manipulação do sistema de justiça para perseguir e encobrir os crimes do ditador e de seus cúmplices, assassinatos, massacres sangrentos, genocídios, migrações forçadas, exílio, assassinato de reputações, notícias falsas, e mais delitos, comprovados publicamente e documentados pelos meios de comunicação.
Este apertado resumo apresenta a natureza das ditaduras de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia - controladas por Cuba - e pode ajudar a entender a razão da ação tipicamente castrista do ditador Maduro, que agrediu e continuará a agredir a ajuda humanitária: “são criminosos, e seu negócio é a fome e a miséria dos povos”. 
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Correio do Poder
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