quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Bolsonaro gera impacto com primeira entrevista internacional concedida a canal da Itália - Caso Battisti


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Em uma entrevista à rede de televisão italiana RAI, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a extradição do terrorista Cesare Battisti. Segundo o apresentador, Bruno Vespa, a eleição de Bolsonaro foi decisiva para a prisão de Battisti. O apresentador perguntou por que, já na campanha, Bolsonaro prometeu extraditar o terrorista. Na resposta, Bolsonaro lembrou que, desde a campanha, prometeu a extradição, para passar a mensagem de que o Brasil não será mais um território de marginais e criminosos. 

Ouça: 


O apresentador perguntou como uma pessoa condenada por quatro homicídios pode ter recebido proteção política.  Bolsonaro respondeu que o País viveu uma guerra de 1964 a 1985, e contou: “em 1970, eu tinha 15 anos e conheci o Exército brasileiro no interior de São Paulo. Eles estavam procurando um guerrilheiro, um desertor, Carlos Lamarca. Lamarca fazia parte do grupo Vanguarda Popular Revolucionária, um grupo terrorista responsável por várias ações no Brasil, inclusive uma bomba que matou um soldado do Exército em São Paulo e o sequestro e execução de um tenente. E o comandante era este elemento chamado Carlos Lamarca. A senhora Dilma Rousseff também fazia parte dessa organização. Assim, ainda jovem, eu conheci os horrores do terrorismo, porque, quando Lamarca passou pela minha cidade, feriu seis soldados da força pública, e dois desses soldados tinham filhos que eram meus colegas na escola. Quando entrei no Exército, aprendi mais sobre o terrorismo no Brasil. Obviamente, o governo de Lula não poderia agir de outra forma em relação a um dos deles, porque Dilma fazia parte daquele governo. Sabíamos que o grupo Proletários Armados pelo Comunismo era uma parte das brigadas vermelhas, estudávamos os manuais de guerrilha de Carlos Lamarca. Sempre fomos contrários a isso, em qualquer parte do mundo, contrários ao PAC,  a Battisti, e essa sempre foi nossa posição. 

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O jornalista perguntou: “O primeiro-ministro italiano espera poder encontrá-lo e agradecer pessoalmente nos próximos dias, em Davos. O sr. acha que o encontro será possível?”. Bolsonaro respondeu: “Com toda a certeza, em Davos nos encontraremos e direi a Conte que não deve nos agradecer. Nós é que somos muito gratos, pois nos livrou de um elemento que incomodava a maioria dos brasileiros. Será um belo momento. Minha origem é italiana, minha família é originária de Lucca, e será um prazer encontrá-lo em Davos”. 

Questionado sobre quando pretende visitar a Itália, Bolsonaro disse que gostaria de participar das comemorações do Dia da Vitória, em 8 de maio. O presidente disse que será a primeira vez que visitará a terra de seus avós. 

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Correio do Poder
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