segunda-feira, 27 de maio de 2019

Em entrevista, Bolsonaro comenta manifestações: ‘um povo ordeiro que veio cobrar de nós matérias que interessam ao futuro do Brasil’


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Após as manifestações ocorridas em todo o Brasil em apoio às reformas propostas por seu governo, o presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista à TV Record, em que comentou o cenário político atual. Bolsonaro reforçou que as manifestações foram espontâneas, dizendo: “não teve ninguém protagonizando isso. Ou seja, veio do coração do povo”. O presidente também enfatizou que havia pautas definidas e não houve carros queimados, nem prédios depredados, nem qualquer conflito. Bolsonaro enfatizou que um povo ordeiro foi às ruas para cobrar do Executivo e do Legislativo que coloquem em pauta matérias que interessam ao futuro do Brasil.

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Questionado sobre a mensagem em que disse que as manifestações foram um “recado às velhas práticas”, Bolsonaro afirmou: “Tudo o que eu falo transforma-se numa tsunami contra o parlamento. Eu não quero brigar com o parlamento, e acho que o parlamento não quer brigar comigo. Mas a verdade incomoda muita gente. O que se fazia antigamente é que, após as eleições, o novo presidente distribuía ministérios para partidos políticos. O que o povo não quer é isso”. 

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O presidente apontou que as propostas do governo estão travadas, aguardando decisões do parlamento, e lembrou que é perfeitamente possível discutir várias questões ao mesmo tempo. No entanto, lembrou que que quem faz a pauta são os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. 

Ele fez um apelo aos parlamentares para que votem medidas para destravar a economia, pelo bem do Brasil. Questionado sobre as propostas dos próprios parlamentares que estão tendo andamento enquanto as do governo tramitam lentamente, Bolsonaro disse: “Se a proposta for boa, vamos tocar. Não quero ter a paternidade de nada. Se alguém quer ser o pai da criança, vá ser o pai da criança. Nós queremos é destravar a economia. Menos burocracia, mais liberdade a todos”.

Em relação à reforma da Previdência, ponto central nas manifestações, Bolsonaro afirmou que não cabe ao presidente ir ao Congresso conversar pessoalmente com os parlamentares. Bolsonaro disse: “Lá é terra do Rodrigo Maia, e o Senado é do Davi Alcolumbre. Os parlamentares sabem o que está escrito na proposta, o que tem que ser alterado. Eles sabem que a reforma é importante”. O presidente acrescentou: “Se nós não enfrentarmos isso, e rápido, o Brasil pode sucumbir economicamente”. Mas mostrou otimismo com o parlamento, dizendo: “Tem os prazos regimentais para cumprir. Essa programação está muito bem feita no parlamento.  Mais do que cumprir essas etapas, no dia da votação, a gente espera ter os três quintos dos votos”.

Em relação ao chamado “Centrão”, Bolsonaro apontou que há muitos parlamentares descontentes em serem vinculados ao rótulo devido aos partidos a que pertencem.  Para o presidente, a melhor maneira de se desvincular do rótulo de “Centrão” é votar aquilo que interessa para o Brasil, e assim ter o reconhecimento da população.

Questionado sobre o pacote anticrime do ministro Sergio Moro, Bolsonaro disse: “Olha, o Rodrigo Maia sabe da importância desse projeto. É um projeto importante porque serve para inibir a violência no Brasil, assim como lavagem de dinheiro e o crime organizado”.

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Correio do Poder
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