quarta-feira, 28 de novembro de 2018

STF pode consagrar a impunidade hoje e acabar com a Lava Jato, alertam procuradores


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Membros do Ministério Público estão preocupados com o julgamento desta tarde no Supremo Tribunal Federal, que decidirá se valida o indulto concedido pelo presidente Michel Temer. O indulto foi extremamente favorável aos criminosos e, se mantido, pode servir como justificativa para um indulto ainda mais benevolente este ano, mantendo o Brasil como o paraíso da impunidade. 


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A procuradora Jerusa Viecili apontou que o STF premiará mais de 20 condenados da Lava Jato se aprovar o indulto de Temer. 

A procuradora Monique Chequer ironizou: “A pauta republicana de sempre das reuniões: ‘como vamos ajudar corruptos a saírem impunes? Como vamos dificultar o trabalho do MP e da polícia?’”

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O procurador Antonio Welter mostrou que o instituto do indulto está sendo desvirtuado, dizendo:  “O STF deve apreciar hoje a constitucionalidade do Decreto de Indulto do ano passado. O indulto não pode servir para esvaziar a pena, não pode ser instrumento de impunidade. Desta forma viola o princípio da proporcionalidade e deve ser excluído da ordem jurídica”.

A procuradora Thaméa Danelon, coordenadora da Lava Jato em São Paulo, citou o historiador Marco Antonio Villa, que disse que, “No Brasil não existia um presidencialismo de coalizão mas um saque organizado da coisa pública”. Thaméa Danelon acrescentou: “e fato temos visto há anos o Brasil ser saqueado por políticos inescrupulosos. A Operação Lava Jato desvendou o maior escândalo de corrupção da história do nosso país. Esperamos que hoje o STF julgue INCONSTITUCIONAL o indulto, ou melhor, INSULTO de Natal do Pres Temer do final de 2017. O retrocesso ao combate à corrupção deve ser evitado”.

O procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, lembrou trechos de artigo que publicou no ano passado, em que explicou como o decreto de Temer destrói todo o trabalho contra o crime organizado e a corrupção. Dallagnol concluiu: “Fica a esperança de que o Supremo reconheça a inconstitucionalidade desse decreto que protege o criminoso, expõe a sociedade e afronta o povo brasileiro, que está farto de corrupção, mas tem fome e sede de Justiça”.

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Correio do Poder
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