sábado, 20 de outubro de 2018

'Um socialista cristão é o mesmo que um pacifista assassino, um vegetariano carnívoro, um palmeirense corintiano, ou um quadrado redondo', diz promotor


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O promotor Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos, relata sua surpresa ao ver os candidatos da chapa petista à Presidência participando de uma missa e comungando. Segundo o promotor, o socialismo é incompatível com a religião: "creio que os candidatos foram à igreja não por serem cristãos, mas sim por questões de estratégia. Afinal de contas, um socialista cristão é o mesmo que um pacifista assassino, um vegetariano carnívoro, um palmeirense corintiano, ou um quadrado redondo. Simplesmente, não existem!".


Leia abaixo o artigo de Rodrigo Merli Antunes: 

O socialismo, concebido por Karl Marx, sempre considerou a religião como o ópio do povo. Para seus seguidores, a moral judaico-cristã sempre foi um obstáculo à causa revolucionária, devendo, portanto, ser extirpada do seio social. Para Marx e seus discípulos, não há religião e nem Deus, mas somente o povo e o governo, este último a ocupar na vida de cada um o papel que caberia à figura divina. Assim, para eles, o Estado precisa ser grande e inchado, a fim de que possa regular a economia, defender as minorias, excitar as massas e estabelecer a chamada “justiça” social. São adeptos do pensamento iluminista-humanista, este pautado na capacidade e bondade infinita do homem.
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Já os cristãos conservadores, ao contrário, são tidos como realistas. Não creem na bondade absoluta do ser humano, mas sim na sua corrupção, decorrente do pecado original. Por isso, desconfiam de qualquer governo que acumule muitas funções, no temor de que venha a abusar do poder, tornando-se totalitário ou despótico. Fica clara, portanto, a exclusão mútua que essas linhas de pensamento representam: um socialista jamais poderá ser um cristão, ou vice-versa. Até mesmo por isso, causou-me surpresa, por esses dias, um presidenciável e sua vice (assumidamente socialistas e comunistas) irem a uma igreja e receberem a comunhão. Pelo jeito, não conhecem a passagem de I Coríntios 11, 27-29, a qual diz que todo aquele que participar da ceia do Senhor indignamente será culpado e receberá condenação. Mas, se não conhecem essa passagem bíblica, conhecem muito bem as metas comunistas propagadas pelo mundo afora, e exatamente por isso é que foram até lá.
Na obra O Comunista Nu, de Cleon Skousen, constam algumas dessas metas, as quais divido aqui com o leitor: 1) controlar as escolas e usá-las como difusoras do socialismo; 2) infiltrar na imprensa e ganhar o seu controle; 3) quebrar os padrões culturais de moralidade, apresentando a promiscuidade como algo natural; 4) desacreditar a família e facilitar o divórcio; e, principalmente, 5) infiltrar nas igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”, desacreditando a Bíblia. Em outras palavras, creio que os candidatos foram à igreja não por serem cristãos, mas sim por questões de estratégia. Afinal de contas, um socialista cristão é o mesmo que um pacifista assassino, um vegetariano carnívoro, um palmeirense corintiano, ou um quadrado redondo. Simplesmente, não existem!

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