domingo, 14 de outubro de 2018

Padre que pediu votos e deu a comunhão a Haddad e Manuela foi advertido, diz nota da Diocese


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A Diocese de Campo Limpo, responsável pela paróquia onde o padre pediu votos para Fernando Haddad e Manuela D'Ávila e concedeu a comunhão aos candidatos, divulgou uma nota afirmando que a orientação do bispo da diocese é para que nenhum clérigo transforme a missa em ato político-partidário. Segundo a nota, o padre que fez a missa-comício "praticou esse ato sem prévia comunicação e à revelia do Sr. Bispo de Campo Limpo, e foi devidamente advertido segundo as normas do Direito Canônico".

Leia abaixo a íntegra da nota: 


Nota de esclarecimento a respeito de atuações políticas dentro da Santa Missa no dia de Nossa Senhora Aparecida
 Diante das repercussões da visita do candidato à presidência da República, Sr. Fernando Haddad, à Paróquia Santos Mártires, da Forania M’Boi Mirim, na celebração da Santa Missa do último dia 12 de outubro de 2018, esclarecemos que a orientação de nosso Bispo Diocesano, D. Luiz Antônio Guedes, é que nenhum clérigo (padre ou diácono) que exerce seu ofício nesta Diocese deve se utilizar da celebração litúrgica, ou de qualquer ato de culto, com finalidades político-partidárias.
O sacerdote responsável pelo evento em tela, Pe.  Jaime Crowe, praticou esse ato sem prévia comunicação e à revelia do Sr. Bispo de Campo Limpo, e foi devidamente advertido segundo as normas do Direito Canônico.
Leia também: 

Aproveitamos a oportunidade para reafirmarmos a orientação de que, para aproximar-se da Eucaristia e comungar, todo fiel católico deve consultar sua própria consciência e verificar se está em comunhão com os ensinamentos de Cristo, e se está espiritualmente preparado e em estado de graça, para que, assim, receba a Sagrada Eucaristia de forma ativa, consciente e frutuosa.
Reafirmamos ainda o nosso compromisso em defesa da vida e a orientação de que cada cidadão vote com liberdade e de modo consciente no segundo turno das eleições. A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos.
No mais, desejamos que os candidatos a cargos eletivos conduzam suas campanhas dentro dos princípios democráticos e éticos, visando a unidade do povo e o bem maior da nação brasileira, à luz do Santo Evangelho e do Bem Comum.
 São Paulo, 13 de Outubro de 2018
   Assessora de Imprensa
Andrea Rodrigues

Assessor Diocesano de Comunicação
Pe. Rodrigo Antonio da Silva

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Correio do Poder
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