sábado, 6 de outubro de 2018

'Defendem a liberdade de expressão somente para eles, mas não para os que pensam de modo contrário', relata promotor


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos, revelou que teme ser censurado por dizer o que pensa. O promotor explica: "o que vou dizer aqui não agrada a elite cultural brasileira, bem como outros setores públicos e privados de nossa sociedade, os quais defendem a liberdade de expressão somente para eles, mas não para os que pensam de modo contrário". 


Leia abaixo o artigo do promotor: 

Talvez este seja o meu último texto por aqui. A depender do que venha a ocorrer nos próximos dias, é bem provável que eu abandone tudo e passe a investir na firme ideia de deixar o País. No entanto, ainda que as escolhas certas sejam feitas e a minha mudança se torne desnecessária, é fato que, mesmo assim, corro o risco de não escrever mais neste espaço. Por qual razão? Muito simples, caro leitor. O que vou dizer aqui não agrada a elite cultural brasileira, bem como outros setores públicos e privados de nossa sociedade, os quais defendem a liberdade de expressão somente para eles, mas não para os que pensam de modo contrário.
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Em outros termos, posso vir a ser perseguido ou censurado. Paciência! Só não me permito ficar calado neste momento. Se Deus providenciou, por 40 anos, o maná no deserto para Seu povo, por óbvio também me sustentará naquilo que for necessário. Como já dizia Dante Alighieri, “os lugares mais quentes do inferno são destinados àqueles que, em tempos de crise, preferem o silêncio”.
Então, lá vai: se depois de 13 milhões de desempregados; se depois de transformarem a educação de nossos filhos em prostituição; se depois de 60 mil assassinatos por ano; se depois do endividamento de quase toda a população brasileira; se depois da volta de doenças há tempos erradicadas; se depois da destruição da família; se depois da disseminação das drogas no seio da juventude; se depois dos maiores escândalos de corrupção da história do Ocidente; se depois de tudo isso, eu ainda tiver que discutir com alguém sobre o que fazer no futuro que se avizinha, então, certamente, neste momento o idiota serei eu.
Fui muito duro? Talvez. Mas, às vezes, isso se faz necessário. Segundo Confúcio, “a sabedoria começa quando damos às coisas os nomes corretos.” Ou, como dizia Albert Einstein, “se queres descrever a verdade, deixe a elegância de lado e reserve-a somente para o alfaiate”. Trocando em miúdos: acorda, Brasil! É chegada a hora de analisar, comparar, mudar e agir. A decisão é óbvia e o futuro da Nação depende de nós. Era isso que eu precisava dizer. E, se me calarem a boca por conta disso, pouco me importa. Creio que já falei o suficiente. Como dito por Ester ao seu pai adotivo Mardoqueu, “se eu morrer, morri!” (Et, 4:16). O importante é que Deus está vendo!
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