quinta-feira, 19 de julho de 2018

'É uma aula meia-boca de como fazer uma reportagem falsa sobre notícias falsas', diz investidor sobre programa da Globo


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O investidor Leandro Ruschel analisou a reportagem do programa Profissão Repórter, alegadamente sobre "fake news", que, segundo ele, "é uma aula meia-boca de como fazer uma reportagem falsa sobre notícias falsas". Ruschel enumera algumas das falhas do programa, mostrando que os jornalistas utilizaram um duplo padrão de avaliação, simplesmente declarando que páginas de direita são "fake news" enquanto deixavam de checar fatos apresentados como verdadeiros por páginas de esquerda. 

Leia abaixo as reflexões de Leandro Ruschel: 
O Profissão Repórter de ontem é uma aula de fake news. Melhor colocando, é uma aula meia-boca de como fazer uma reportagem falsa sobre notícias falsas. O Caco Barcelos não está ensinando os jovens repórteres a mentir direito.
Em primeiro lugar, um programa que supostamente aborda fake news políticas e não fala sobre a rede de blogs que foi financiada pelo governo petista para manipulação das informações, antes mesmo do termo ficar famoso, já é um engodo. Essa rede funciona até hoje.
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Sobre o programa em si do Profissão Repórter, nem sou jornalista e sei que uma das regras de uma reportagem profissional é informar o público sobre possíveis conflitos de interesse. A rede de checagem apresentada pelo programa é apoiada pela Globo e por grupos ligados à esquerda.
O Profissão Repórter mostrou o caso de uma mãe que perdeu o filho, sugerindo que a polícia foi responsável. A prova? O relato da criança antes de morrer, segundo a mãe, e imagens de um helicóptero com sons de tiros. A repórter mostra tiros no chão. A Polícia não foi ouvida.
Em seguida, o Profissão Repórter apresenta um site "de notícias falsas", chamado Folha Política. Qual é a prova que o site mente? Uma matéria que apresenta a opinião divergente de peritos sobre o tiro na caravana de Lula. Só há um problema, a matéria é uma republicação da IstoÉ.
O Profissão Repórter apresenta ainda o caso de Luciano Ayan, que publicou no seu Ceticismo Politico um post da desembargadora do Rio que sugeriu a ligação de Marielle com o crime organizado, o que se mostrou falso até aqui. Como Ayan poderia saber que era falso?
Vejam o duplo padrão, na mesma ocasião da morte de Marielle, quase TODA a esquerda sugeriu ou afirmou que ela tinha sido assassinada pela PM, o que também se mostrou falso até aqui. O principal suspeito do caso é um miliciano. Quem apontou essa falsidade?
De qualquer forma, jornalistas do Profissão Repórter têm a liberdade de expressar o que quiserem, até mesmo de mentir. O problema é quando supostas "agências de checagem" trabalhando para os meios modernos de comunicação social (redes sociais), tem o poder de CENSURAR conteúdo.
Jornalistas brasileiros passaram os últimos 30 anos denunciando a censura durante o regime militar e hoje defendem com unhas e dentes a censura nas redes sociais, mascarada de combate às fake news. 

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Correio do Poder
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