sábado, 16 de dezembro de 2017

‘Quero um vice militar, pois o militar é um civil de uniforme. Portanto, deve e merece participar do processo democrático e eleitoral no Brasil’, afirma Levy Fidelix


Imagem: Produção Ilustrativa / Correio do Poder
O pré-candidato do PRTB à Presidência, Levy Fidelix, em entrevista à Mídia Cidadã, enfatizou a tensão da sociedade face aos poucos resultados da luta contra a corrupção no que se refere aos grandes partidos. "Está cheio de presos, especialmente do PT - uns 70%. Depois, o segundo partido é o PMDB. Eu acho que o PSDB deveria estar junto, e alguns aqui de SP".


Fidelix enfatizou que o povo espera uma solução: "Estamos no processo da Lava Jato, que já está em processo de acabamento. Algumas das sentenças, entre as quais de Lula, Dirceu, Palocci, deveriam ser terminadas primeiro, porque o povo quer uma solução. Por isso é que há, em tese, o risco dos militares, como Mourão e outros generais, quererem participar do processo democrático. O PRTB está aberto para tal. Aliás, serão bem-vindos. Os militares não são o que a esquerda inventou sobre eles. São pessoas como as outras, comem, bebem, precisam de educação para os filhos. Falam muito de ditadura, mas o que é ditadura?. Agora é que tem censura. Querem censurar os jovens, condenar os chamados "fakes", mas quem é que pode julgar o que e quem é fake? Ou é livre ou não é livre. A liberdade de expressão tem que ser absoluta". 

O pré-candidato apontou ainda que os visíveis esforços contra a Lava Jato exasperam a população: "As jogadas existem. O STF, por exemplo, nessa semana, não conseguiu ir adiante a respeito das imunidades, especialmente a questão do Rio de Janeiro, onde a Assembleia soltou seus pares. Eles não terminam nada. Quando começam, alguém pede vistas. Toffoli pede vista, depois outro fica doente. O Supremo fica em cima do muro, não resolve, e a sociedade quer uma solução. Os militares falaram certo: ou resolvem, ou nós vamos resolver. Chegou o momento. Eu estou aqui para isso. Agora, com essas urnas eletrônicas, podemos repetir um desastre". 

Fidelix acredita que os partidos corruptos precisam sofrer as consequências para que a democracia se desenvolva, dando espaço para os partidos pequenos: "Agora há essa denúncia de que o PT recebeu  dinheiro do Kadafi, o PMDB está envolvidíssimo na Lava Jato. Por que não cassam esses partidos? Cassem o PT, cassem o PMDB! Não me processam, porque o PRTB não está envolvido nessas falcatruas, não recebeu essas doações milionárias. Os partidos grandes já deveriam estar cassados para os pequenos surgirem como verdadeiros partidos democráticos, como é o caso do PRTB e tantos outros partidos". 

Levy Fidelix duvida das chances de Lula e do PT na disputa, e mostra otimismo: "Com Lula à beira da condenação, vão ter que escolher outro; mas eles não têm nomes, porque não deixaram formar quadros. Acho que chegou a minha vez e a vez do povo brasileiro. É lamentável que a grande mídia não fale disso. Espero que agora a grande mídia e as pesquisas prestem atenção.  Já sou candidato há duas semanas e as pesquisas ainda nem colocaram o meu nome. Espero que coloquem agora. Colocam o Joaquim Barbosa e o Huck, que nem estão filiado a algum partido. Me respeitem! Eu tive 740 mil votos. É pouca gente?". 

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