sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

'O PT não era isso. É agora um partido doente, bandido. Nós temos que reagir', diz Cássia Kis em homenagem


Ana Karla Gomes, editora do Observatório feminino e Cássia Kis Magro
Imagem: Raquel Moraes/Divulgação
A atriz foi uma das pioneiras, na classe artística, a denunciar o PT. #Relembre

Cássia Kis Magro esteve em Recife na Noite desta sexta-feira, 27, para receber o segundo Troféu Mulher Observadora, da revista digital Observatório Feminino, que premia todos os anos uma mulher de destaque na cultura, na mídia, nas artes ou no ramo empreendedor. A atriz foi escolhida em 2015 pela página, que propõe um novo olhar sobre o universo das mulheres, por seus mais de 35 anos de carreira e suas posições a respeito de temas polêmicos.

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No evento, ela não perdeu a oportunidade de fazer críticas à crise política e econômica que o país vivencia hoje. "Nós estamos vivendo um pesadelo. O triste é que não é um pesadelo. É uma realidade que começou há dez anos. O país foi destruído. Há cinco anos o Brasil está descendo ladeira. Só desce, não sobe mais. Eu leio dois jornais por dia e me sinto muito corajosa por isso. Meu marido me manda parar e eu digo que não consigo. Parece que não vai parar de aparecer 'm'. Com um 'M' bem grande. Vai dando desespero ver tanto absurdo", desabafa, aos 57 anos.

"O que me salva é a meditação. Isso porque eu tenho referências de lugares onde há respeito, onde a cultura é valorizada, onde a corrupção é 'controlada'. Já cheguei a ficar deprimida por isso. Um dia de cama. Fui vendo tanta mentira, tanta injustiça que aquilo me abateu de verdade. Minha casa tem piscina. Eu tenho carro na garagem, ganho salário de uma boa empresa e frequento ótimos restaurantes. Mas minha preocupação não é só comigo. Não é só com dinheiro. É com tudo. Com a cultura, com arte que não estão cuidando. Com os mais pobres. Com a falta de verdade. Todos os artistas deveriam compartilhar dessa mesma opinião. Eu não entendo quando é de outra forma. Como atriz eu preciso fortalecer o poder transformador do ator.".

Cássia, que começa a gravar em maio a novela Favela Chic, substituta de "Babilônia" às 21h, na pele de uma moradora de comunidade que disputa o coração do personagem de Tony Ramos, não poupou críticas ao atual governo. "A gente tem uma presidente - detesto dizer presidenta - e a oportunidade de ter uma mulher nesse cargo não foi aproveitada. A gente é obrigado a ouvir dessa presidente que a corrupção é uma velha senhora. Não é, não. Do jeito que está aí, a corrupção é uma novinha de dez anos. A gente precisa ter a coragem de encarar tudo que está acontecendo. Não, ninguém quer ditadura, ninguém quer arma, ninguém quer impeachment, ninguém quer sair com arma na rua. A gente quer a verdade".

Ela mostrou ainda sua desilusão com a política. "Eu fui petista. Eu fui a jantares com Lula, e o vi se apresentar pra meia dúzia de gatos pingados. O PT não era isso. É agora um partido doente, bandido. Nós temos que reagir. Nós não vamos virar uma Venezuela".

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