domingo, 5 de novembro de 2017

Petição contra a saída temporária de presos ultrapassa 25 mil assinaturas


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Após o assassinato da jovem Kelly Cadamuro, confessado por um foragido que não retornou de uma "saidinha" de presídio, uma petição online que pede o fim das saídas temporárias de presos angariou rapidamente 25 mil assinaturas e continua crescendo. A petição pode ser acessada neste link




Imagem: Reprodução


Leia abaixo o texto da petição: 

O Estado de São Paulo e o Governo Federal fortuitamente "condenaram" à morte, a vítima Kelly Cristina Cadamuro, cidadã brasileira que pagava seus impostos e contribuía com a sociedade. Em desfavor à segurança pública, o governo do estado de São Paulo influenciou indiretamente em sua morte por conta da lei federal na LEP - Lei de Execução Criminal (disposto no art. 122) que permite a saída temporária de presidiários em regime semiaberto. O réu confesso, Jonathan Pereira do Prado, que ceifou brutalmente a vida de Kelly Cristina Cadamuro, e que estava no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), foi o maior exemplo disso após ser liberado e não ter retornado para o CPP. 
As consequências negativas da saída temporária, 5 vezes no ano e 35 dias de liberdade? Só no estado de São Paulo, em média a cada saída, 50 mil presos ganham o benefício e cerca de 900 não retornam às penitenciárias porque insistem em continuar no crime. Mesmo que a maioria não cometa delitos ao sair, a maior parte dos que não retornam tem praticado roubos, assaltos, homicídios, latrocínios e estupros, pois as estatísticas do país, desde quando a lei da saída temporária foi oficializada, provam que vários casos criminais decorrentes vieram à tona com aumento significativo nos principais feriados do ano. E este é o maior motivo desta petição. Se uma vida é ceifada por conta de uma lei que beneficia um grupo de pessoas, a sociedade deve lutar pelo direito à segurança e a vida, quando o estado não consegue protegê-la.
Segundo o Jurista Edilson Mougenot Bonfim, em entrevista recente ao Jornal da Band, o maior problema é uma ausência de uma análise mais criteriosa para a concessão do benefício: "Onde está o exame criminológico para dizer quem pode ou não sair? É só na base do olhar? Por que cumpriu o requisito de tempo de pena e pode sair? Como é que eu vou analisar se essa pessoa apresenta ou não, risco à sociedade?" 
Na Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Finados e Natal, aumentam os casos de delitos e crimes graves onde a população fica em pânico com milhares de indivíduos que não poderiam estar convivendo com a sociedade, e por isso estão presos cumprindo as suas penas. 
Em memória de Kelly e tantas outras vítimas, dizemos Não à saída temporária de pessoas em regime semiaberto. E dizemos SIM À VIDA!

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Correio do Poder
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