terça-feira, 19 de setembro de 2017

'O que não pode é ficar como está, porque está uma baderna, virou a casa da mãe Joana', diz política filha de Coronel sobre General Mourão


Imagem: Produção Ilustrativa / Correio do Poder
A jornalista e vereadora de Porto Alegre pelo PP Mônica Leal, que é filha do ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-coronel do Exército Pedro Américo Leal, já falecido, comentou, em entrevista à jornalista Vanessa Kannenberg, do Diário Catarinense, a fala do general Hamilton Mourão. Para Leal, "o que não pode é ficar como está, porque está uma baderna, virou a casa da mãe Joana".



Leia abaixo a entrevista: 

Há ambiente para uma intervenção militar?
A intervenção vai ocorrer de qualquer setor da sociedade organizada, porque o povo exige uma solução para todos esses problemas, que começa pela lama da corrupção, pelos congressistas e parlamentares que estão investigados, que têm acusações de corrupção. Obrigatoriamente essa intervenção pode ser de qualquer setor, inclusive do Exército. Porque nós, povo, queremos a ordem social.  O clima, o sentimento da população é de que a população quer, sim, que a ordem seja mantida, que as coisas voltem aos seus devidos lugares, que o país seja comandado por parlamentares honestos e decentes. Não aguentamos mais a todo momento, todo dia, notícias de políticos investigados por crimes de corrupção.


Veja o trecho da fala do general que causou polêmica: 

 


Leia também:

Câmara rejeita 'distritão' e 'distrital misto', pilares da reforma política
O Exército já tem 'planejamentos muito bem feitos' para o caso de necessidade de intervenção, afirmou o General Mourão

Qual a melhor maneira de se resolver a crise institucional no país?
Confio nos poderes constituídos, confio na Justiça. O que general Mourão alertou é que se os poderes constituídos, que são esses que nós confiamos e que têm plena legitimidade, não encontrarem uma solução para os problemas apresentados, que se acumulam a cada momento, que estão na Justiça e são inaceitáveis para a ordem jurídica do país, pode haver uma intervenção de qualquer setor da sociedade organizada. O que não pode é ficar como está, porque está uma baderna, virou a casa da mãe joana. O Brasil é um país bom, o povo merece congressistas decentes no comando do nosso país, que tenham uma vida que a gente possa ficar tranquilo. O que não da mais é assistir a esse desmonte. 

Qual sua opinião sobre a intervenção militar?
Confio no Exército como instituição assim como o povo brasileiro confia. Pelas pesquisas, o Exército é a instituição com mais confiabilidade do povo brasileiro. Está sempre pronto, é a mão amiga, o braço forte. É a instituição que eu mais confio. O que o Exército decidir, para mim, está muito bem decidido.

Quais seriam os efeitos de uma intervenção militar no país?
Não posso falar sobre isso, tu já estás me colocando como se isso fosse acontecer. Acredito exatamente nessa colocação que Mourão disse. Não estamos pregando, eu não prego a intervenção militar,  estamos alertando. Comungo do mesmo sentimento do general Mourão de que os poderes constituídos têm que encontrar uma solução para os problemas que estão ai. 

Como o regime militar lidou com a corrupção nos poderes públicos?
Não teve, não teve corrupção. É só fazer uma história. O Brasil foi a oitava economia do mundo na época dos governos militares. Foi quando mais se fez obras, tinha saúde, segurança e educação. (Hoje) Não temos nada. Pagamos impostos, cada vez se cobra mais e ninguém tem nada nesse país. Não tenho direito de sair às ruas com liberdade. Tu não podes escutar um telefone, abrir a tua carteira. Estamos morrendo nas ruas como gado abatido. É o fim do mundo, porque nenhum governo priorizou a segurança pública. Dever do Estado, direito do cidadão.


Veja também:






Correio do Poder
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...