quinta-feira, 6 de julho de 2017

'Não vem com essa não, o povo vai partir para cima!', retruca Levy Fidelix sobre declaração de Meirelles sobre aumentar impostos


Imagem: Produção Ilustrativa / Correio do Poder
Levy Fidelix, presidente do PRTB, criticou com contundência as recentes declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a respeito da possibilidade de o Governo Temer aumentar impostos. "Querer aumentar impostos na nossa cara? O Brasil já está com tantos problemas, juros altíssimos, desemprego, problemas sociais de toda ordem. 13,6 milhões de pessoas em idade produtiva, sem emprego, nas ruas da amargura e o sr. Meirelles ainda quer aumentar impostos!", rebateu. Assista ao vídeo:


Fidelix prossegue avaliando a conjuntura nacional: "Saúde e educação, nem se fala. Parece que a lógica do governo é que, quanto mais dificuldade o povo passa, mais impostos tem que pagar. Com a carga tributária chegando a quase 40%, o sr. Meirelles quer mais? CIDE sobre os combustíveis, aumentar gasolina e diesel diariamente. Ele quer inflamar o povo!".

Meirelles disse que o governo não deixará cumprir os seus objetivos, como a meta fiscal, por resistência teórica ao aumento de tributos. Em entrevista sobre as novas metas de inflação, o ministro foi mais uma vez questionado sobre a possibilidade de alta da Cide sobre combustíveis para elevar a arrecadação, mas respondeu que não ainda tinha decisão.

“Um princípio que tenho é anunciar imediatamente uma decisão tomada. No momento, não temos decisão. Temos, sim, discussão já manifestada que, se precisar aumentar imposto, nós vamos aumentar. Mas não foi tomada nenhuma decisão”, reiterou o ministro.

Segundo ele, em algum momento, se configurar a necessidade de aumentar impostos, será feito. “Não deixaremos de cumprir os objetivos por resistência teórica ao aumento de impostos”, afirmou. 

O presidente do PRTB, em contrapartida, ressalta que o governo está ignorando a indignação popular e as consequências podem ser desastrosas: "O povo vê essa enorme confusão: a Justiça sendo desobedecida, decisões contraditórias aos montes, o STF soltando quem não tem que soltar. E vem o sr. Meirelles, de novo, com a ladainha de sempre. A verdade é que Meirelles é incompetente. Ele quer segurar a inflação com os juros altos, mas como vai ter produtividade com esses juros? Isso poderia funcionar nas Arábias, sem inflação, com os cofres cheios... agora, aqui, em um país que tem altas contradições regionais? Não vem com essa não, que o povo vai partir para cima! Com o Congresso desmoralizado, STF desmoralizado, Justiça desmoralizada, e Temer à beira do impeachment, um aumento de impostos pode ser a bomba". 

O ministro disse que a meta fiscal será cumprida e a discussão é como ela será cumprida. “Estamos falando sobre como atingir metas fiscais, e, não, se cumpriremos”, afirmou.

Questionado se a decisão das novas metas de inflação levaram em consideração a possibilidade de alta da Cide Combustíveis, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfjan, afirmou que a definição de metas não tem a ver com questões do dia a dia de política econômica. “Metas são para três anos à frente”, disse.

Para o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, a decisão de aumentar período de definição das metas de inflação tem exatamente o objetivo de desvincular decisões de política monetária de longo prazo das ações de curto prazo de política econômica.

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