sábado, 6 de maio de 2017

'Não queremos mais uma Mega Operação engavetada! A história se repete!', conclama Janaína Paschoal sobre o STF


Imagem: Montagem / Correio do Poder
A jurista Janaína Paschoal questionou a mudança de discurso da imprensa e de penalistas, em torno da libertação de José Dirceu e das tentativas de libertar Antonio Palocci. Para Janaína, "esse desespero todo deve ter por fim blindar alguém que ainda não foi alcançado". 


Leia abaixo a reflexão de Janaína Paschoal:

Modus operandi! Quem trabalha com Direito precisa ter isso em mente. Não pode ter memória curta, tem que pesquisar o histórico.
Vejam que curioso, quando Janot entregou a lista a Fachin, criou-se o factoide de que ele seria candidato à Presidência ou ao Governo. Agora, que a liberdade de Palloci depende, em grande medida, da Ministra Carmen Lúcia, alardeia-se que ela é candidata à Presidência.
Qual o objetivo de dizer que Janot e Carmen são candidatos à Presidência? Constrangê-los com a ilação de que não estão sendo técnicos.  Logo, virão com a falácia de que Fachin é candidato à Presidência. Fico intrigada com esse desespero em soltar Palocci. Se a pressa viesse da imprensa petista, eu entenderia. Mas a pressão vem da imprensa anti-petista, linha dura com outros acusados!
O que está acontecendo? Jornalistas que pedem a diminuição da idade penal, clamam pela libertação de Palloci, em nome da Democracia? Jornalistas que classificam atos de menor potencial ofensivo como terrorismo, entendem que saqueadores da nação são vítimas da Lavajato?
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Todos têm direito de responder em liberdade, é o que clamam. Ora, por que nunca se ressentem pelos demais encarcerados? O que mudou? A explicação mais simples seria a de que querem proteger determinados políticos. É possível, mas eu não acredito nisso.
Políticos de todos os partidos estão expostos. Esse desespero todo deve ter por fim blindar alguém que ainda não foi alcançado!
Na USP, convivo com penalistas que querem abrir as cadeias e soltar todo mundo. Se as teses libertárias viessem deles, eu entenderia. Mas as teses libertárias brotam das mentes mais duras em termos de Direito Penal. Não dá para mudar assim, repentinamente.
Nesse contexto, imperioso Janot responder logo ao pedido de certidão feito pela AUCC, que busca saber se há ministros delatados.
Não queremos que ninguém seja perseguido. Mas também não queremos mais uma Mega Operação engavetada! A história se repete.

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