sábado, 26 de dezembro de 2015

Colunista denuncia e explica fraude cometida por Barroso, do STF, para defender Dilma de impeachment; veja


Imagem: Reprodução/Youtube
A coluna VEJA Bem, com Felipe Moura Brasil, da TVeja, desmascara o voto oral e escrito do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso sobre o rito de impeachment. O colunista expõe trechos do voto de Barroso e explica por que ele cometeu uma fraude para atrapalhar o impeachment e favorecer Dilma. Assista:




O jornalista Augusto Nunes, da Veja, publicou um vídeo mostrando como o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, "fraudou" o seu voto ao omitir pontos do Regimento Interno da Câmara para prejudicar o processo de impeachment. Nunes chega a classificar o ministro como "vigarista". Veja o vídeo e leia o texto abaixo:



"Sempre caprichando na pose de quem recitava de fraldas artigos e incisos da Constituição, o ministro Luís Roberto Barroso resolveu mostrar, na sessão em que o Supremo Tribunal Federal embaralhou o processo de impeachment, que usa as horas livres do recesso para decorar normas que regulamentam as atividades dos demais Poderes. Conseguiu apenas confirmar que, para impedir o desmoronamento da argumentação mambembe, é capaz de sonegar informações essenciais e mentir publicamente.
─ Alguém poderia imaginar que o Regimento Interno da Câmara pudesse prever alguma hipótese de votação secreta legítima ─ concede o doutor em tudo na abertura do vídeo de 1min57. ─ Eu vou ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados e quando vejo os dispositivos que tratam da formação de comissões, permanentes ou temporárias, nenhum deles menciona a possibilidade de votação secreta.─ Vossa Excelência me permite? ─ ouve-se o cerimonioso aparte de Teori Zavascki.─ Pois não ─ autoriza o professor de impeachment.─ Salvo engano meu, há um dispositivo, sim, do Regimento Interno, artigo 188, inciso III ─ prossegue Teori. ─ Diz que a votação por escrutínio secreto far-se-á para eleição do presidente e demais membros da Mesa Diretora, do presidente e vice-presidente de comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão representativa…Teori faz uma pausa para virar a página. Barroso, que acompanha a leitura que está terminando, tenta interrompê-la:─ Sim, mas olha aqui…─ … e dos cidadãos que irão integrar o Conselho… ─ continua Teori.As sobrancelhas simetricamente arqueadas e os cílios enfileirados realçam o sobressalto de Barroso com a aproximação do perigo. Então, confisca a palavra e recomeça a leitura do inciso III, cuja íntegra aparece na no vídeo do Portal Vox que escancara a pilantragem togada: para esconder a fraude, o juiz esperto amputa as quatro palavras finais do texto: E NAS DEMAIS ELEIÇÕES.Animado com a rendição balbuciada pelo confuso Teori, Barroso declama outra falácia:─ Considero portanto que o voto secreto foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente da Câmara no meio do jogo. Conversa fiada. O Brasil decente é que considera uma infâmia o que Barroso fez para ganhar o jogo. O trecho do Regimento Interno foi guilhotinado por uma deliberação pessoal e discricionária de um servidor público que é pago pelo povo para defender a lei. Coisa de vigarista." (Augusto Nunes / VEJA)






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