quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ministro Ricardo Lewandowski ataca juiz Sergio Moro e ministro Gilmar Mendes


Imagem: Montagem Ilustrativa / CP
Intitulado “Judicatura e dever de recato”, um artigo disfarçadamente recatado do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, publicado  pela Folha de S. Paulo, garantiu um domingo de especial satisfação aos defensores de envolvidos na Operação Lava Jato e aos advogados, de forma geral. Veja vídeo relatando o caso:


O texto, escrito para criticar magistrados que se pronunciam publicamente, começa com o empoeirado chavão de que “juiz só deve falar nos autos”. Depois, socorre-se do Código de Ética da Magistratura, do Código de Processo Civil e menciona até a possibilidade de infração penal para defender quase que uma judicatura no claustro.

“O protagonismo extramuros, criticável em qualquer circunstância, torna-se ainda mais nefasto quando tem o potencial de cercear direitos fundamentais, favorecer correntes políticas, provocar abalos na economia ou desestabilizar as instituições, ainda que inspirado na melhor das intenções”, escreveu o presidente do STF.

Com ar de “pito público”, o recado tem dois destinatários certos”: o juiz federal Sergio Moro e o ministro Gilmar Mendes, também do STF, cujas falas, cada uma a seu modo, desagradam o governo e a situação, mas ganham aplausos de boa parte da sociedade civil.

Vídeos relacionados


Em recado a Moro e a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), afirmou Lewandowski: “Tampouco é permitido que proponham alterações legislativas, sugiram medidas administrativas ou alvitrem mudanças nos costumes, salvo se o fizerem em sede estritamente acadêmica ou como integrantes de comissões técnicas.”

Para Gilmar: “Com isso, não só se impede sua filiação a partidos como também que expressem publicamente as respectivas preferências políticas. Tal interdição mostra-se ainda mais acertada porque os magistrados desempenham, ao par de suas relevantes atribuições, a delicada tarefa de arbitrar disputas eleitorais.”

Redação Jota
Editado por Correio do Poder
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