domingo, 6 de setembro de 2015

Folha de S. Paulo relata ‘conspiração silenciosa’ para derrubar Dilma por meio de impeachment


Imagem: Montagem Ilustrativa / CP
O jornal Folha de S. Paulo relata que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se encontrou com aliados e líderes dos principais partidos de oposição. Veja vídeo narrando o caso:


No encontro, houve um compromisso de todos de que os próximos passos pró-impeachment seriam dados em sigilo. Foi dito, segundo relatos, que não dá para derrubar a presidente Dilma se cada estratégia definida a quatro paredes aparecer publicada em jornais no dia seguinte.

No jantar, aliados de Cunha que articulam uma frente suprapartidária pelo impeachment contabilizaram o apoio atual de ao menos 200 deputados pelo afastamento.

Como presidente da Câmara dos Deputados, é o peemedebista quem decide se dá ou não prosseguimento a pedido de impeachment contra a presidente.

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Em estratégia articulada com aliados tanto governistas como oposicionistas, Cunha indeferiria um dos pedido apresentados à Câmara dos Deputados. Um recurso seria então levado ao plenário, o qual daria a palavra final. O objetivo seria dar um caráter coletivo à ação.

Nesse caso, o pedido seguiria o trâmite com o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados. Dilma só seria afastada caso a Câmara, após análise de uma comissão especial, resolvesse abrir o processo de impedimento –com os votos de, no mínimo, 342 dos 513 deputados federais.

Uma das principais apostas da oposição para embasar o pedido é a análise que o TCU (Tribunal de Contas da União) faz sobre a contabilidade de Dilma relativa a 2014.

A expectativa dessas legendas é a de que o TCU recomende a rejeição das contas devido às chamadas "pedaladas fiscais", manobras feitas pelo governo para fechar artificialmente suas contas.

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Dentro do PMDB, contudo, existe a avaliação de que, se a oposição aderir ao "fora Cunha", o que consideram uma "questão de tempo", a tese de impeachment perderá forças.

As informações são de RANIER BRAGON, GUSTAVO URIBE e DÉBORA ÁLVARES, da Folha de S. Paulo
Editado por Correio do Poder
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