segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Inflação estoura o teto e chega a 6,51%


Imagem: Reprodução/Ricardo Gallo/iG
Acumulado em 12 meses, índice usado pelo governo federal para medir o ritmo de alta dos preços da economia ficou em 6,51%

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo para medir a variação de preços no mercado, variou 0,25% em agosto em relação ao mês anterior - informou nesta sexta-feira, 5, o Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, inflação havia sido de 0,01%.

Acumulada em 12 meses, a oscilação foi de 6,51%. Desse modo, o índice ultrapassou, ainda que por pouco, o teto da meta estabelecida para 2014, de 6,5% ao ano.


Entre as 13 capitais participantes da pesquisa do IBGE, Belém (PA) foi onde o IPCA sofreu a maior variação positiva: 0,98%. Campo Grande (MS) sofreu a maior deflação: 0,07%. São Paulo (SP), a cidade de maior peso no índice, teve inflação de 0,18%.

Setores. O índice setorial que mais subiu no último mês foi o de Habitação, com alta de 0,94%. É nesse setor onde está a maior alta de custos: a energia elétrica subiu 1,76%. A alta de Habitação também é, em grande parte, atribuída à variação da taxa de água e esgoto, de 1,46%. Os gastos com condomínio subiram 1,35%; com artigos de limpeza, 1,31%; com aluguel, 0,66%; e com mão de obra e reparos, também 0,66%. 

No segmento de Despesas Pessoais, que, no total, avançou apenas 0,09%, os gastos com empregados domésticos subiu 1,26%. Embora não tenha sido a maior variação, foi a de maior impacto no IPCA de agosto.


O segundo setor de maior elevação de preços em agosto foi o de Artigos de residência: alta de 0,47%, ante 0,86% em julho. Na sequência, estão Educação (0,43%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,41%); e Transportes (0,33%).

Alimentos. Os preços dos alimentos, por outro lado, caiu, de acordo com o IBGE. Em agosto, o setor, um dos mais relvantes no IPCA, apresentou a mesma deflação de 0,15% de julho. Em especial, a batata inglesa (-17,87%) e o feijão-mulatinho (-11,68%) ficaram mais baratos.

Considerados somente todo os alimentos pesquisados que são consumidos em casa, a queda de preços foi ainda maior: de 0,61%. Fora de casa, houve alta em agosto, de 0,71% - acima dos 0,52% de julho. "Isso acontece de forma geral", afirma a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. 

De acordo com ela, pesam aí outros itens. "Dificilmente se vê algum recuo quando se trata da alimentação fora, porque tem a pressão dos alugueis, tem espaço para reajuste devido ao aumento da renda das pessoas, tem a questão da energia, mão de obra e salário."


Apesar da baixa mensal, os alimentos ainda têm ficado mais caros que a média de alta dos demais produtos componentes do IPCA. Em agosto, em 12 meses, enquanto o índice avançou 6,51%, os alimentos acumularam alta de 7,53%.

GUSTAVO SANTOS FERREIRA, IDIANA TOMAZELLI - ECONOMIA & NEGÓCIOS E AGÊNCIA ESTADO
Editado por Correio do Poder
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